Copa do Mundo: eliminatória entre Colômbia e Brasil pode ser adiada devido a sequestro

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Mundo – O embaixador da Colômbia na Inglaterra, Roy Barreras, pediu que o jogo entre Colômbia e Brasil, previsto para 16 de novembro, não ocorra antes da libertação do pai do jogador Luis Díaz, sequestrado pelo grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN), da Colômbia.

O jogo está marcado para acontecer em Barraquilla, em partida válida pela quinta rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo 2026. No entanto, diante do drama da família do atacante, Barreras reuniu cerca de 100 pessoas e fez o apelo. O tom foi de exigência, tendo em vista que a situação é de extrema preocupação por parte do atleta.

“De Londres exigimos que o Exército de Libertação Nacional liberte o pai de Lucho e exigimos que a Colômbia não jogue a partida contra o Brasil, até a libertação. Reunimos jogadores, treinadores e fundações de futebol como instrumento de paz para exigir a libertação”, disse.

O sequestro do pai de Luis Díaz foi em 28/10, Luis Manuel Díaz e Cilenis Marulanda, pais do atleta, estavam num posto de gasolina na cidade de Barrancas quando os criminosos os levaram. No dia seguinte, a sua mãe foi liberada. Mas o pai continua em cativeiro.

Luis Díaz não participou do jogo do Liverpool na semana passada. Mas, para o duelo deste domingo, entre Liverpool e Luton Twon, ele mesmo pediu para treinar e entrar no elenco. Díaz saiu do banco de reservas e marcou o gol de empate, nos acréscimos do 2º tempo. O jogador colombiano aproveitou para mostrar em sua camisa um pedido de libertação do pai.

Líder de guerrilha afirma que sequestro foi “erro”

Neste domingo (5), o líder do Exército de Libertação Nacional (ELN), Antonio Garcia, disse que a guerrilha que o sequestrou – Frente de Guerra do Norte – não deveria ter feito isso. E que trabalha para que ele seja libertado. A Frente é uma espécie de setor do ELN e, portanto, a declaração soa como repreensão e aumenta a expectativa por um bom desfecho do caso.

“Foi um erro. Luis Díaz é um símbolo da Colômbia. É isso que pensamos dele no ELN. Esperamos que a situação no terreno possa resolver-se. Estas são as diretrizes que os comandantes devem seguir para acelerar a libertação”, disse Antonio Garcia.

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