Consumo brasileiro de carne suína pode atingir marco histórico

Somando bovinos, suínos e frangos, a média de disponibilidade no mercado interno deve ficar em cerca de 90 quilos por cabeça.

Foto: Reprodução

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BRASIL - Em 2022, o consumo brasileiro de carne suína deve atingir 17,5 quilos por habitante anualmente. É a maior estimativa já registrada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A série histórica da estatal tem início em 1996, quando o consumo brasileiro desse alimento ficou em menos de 10 quilos por habitante. Naquele ano, a produção nacional ficou em 1,6 milhões de toneladas, conforme as informações da companhia.

Para 2022, a Conab projeta a disponibilidade de 3,8 milhões de toneladas de carne suína. Somando com a quantidade que o Brasil deve exportar (1,1 milhão de toneladas) a produção nacional deve chegar a 4,9 milhões de toneladas. Assim, houve um acréscimo de 200% em 26 anos. Desse modo: o resultado triplicou. Entre os fatores que contribuíram para esse aumento, dois ficam claros nos dados da companhia.

Um deles é a expansão do rebanho, que partiu de aproximadamente 30 milhões para praticamente 43 milhões de cabeças. Ou seja: o acréscimo foi de 45%. O outro é o ganho de produtividade. Em 1996, cada animal abatido pesava, em média, cerca de 50 quilos. Desde 2020, esse número passou de 110 quilos. E em 2022 deve superar 113 quilos, a melhor marca nos registros da Conab.

Neste ano, somando bovinos, suínos e frangos, a média de disponibilidade no mercado interno deve ficar em cerca de 90 quilos por cabeça. Cerca de 20% disso é de proteína de origem suína.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, em 2021 o país produziu 4,7 milhões de toneladas de carne suína. Sozinha, a Região Sul concentrou 70% dos abates. A liderança ficou com Santa Catarina: pouco mais de 30%.