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PF investiga deputados e senador por venda de emendas parlamentares

Um dos investigados é o deputado Josimar Maranhãzinho. Os nomes dos outros três continuam em sigilo.

Por Redação em 08/10/2021 às 13:33:07

Foto: Divulgação

BRASIL - Pelo menos quatro congressistas são alvo de uma investigação da Policia Federal sobre a venda de emendas parlamentares. São pelo menos 2 inquéritos sob sigilo no STF (Supremo Tribunal Federal), para investigar o chamado "feirão das emendas". As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Um dos investigados é o deputado Josimar Maranhãzinho (PL-MA). Os nomes dos outros três continuam em sigilo.

A apuração sobre a venda de emendas foi divulgada pelo ministro Wagner Rosário, da CGU (Controladoria Geral da União) na quarta-feira (6), em uma audiência pública na Câmara dos Deputados. Na ocasião rosário afirmou que "vários casos" estavam em apuração e que não havia dúvidas de irregularidades.

"Não temos dúvidas de que vai existir corrupção na ponta, agora o nosso trabalho [de apuração] tem que ser bastante cauteloso."

Segundo o Estadão, Maranhãozinho foi alvo da Operação Descalabro, deflagrada em dezembro do ano passado. O deputado é suspeito de direcionar R$ 15 milhões em emendas para fundos de saúde controlados por prefeituras do Maranhão. Essas prefeituras fechavam contratos fictícios com empresas de fachada para que o dinheiro voltasse para o congressista.

"Posteriormente essas empresas efetuaram saques em espécie e o dinheiro era entregue ao deputado, no seu escritório regional parlamentar em São Luís", diz relatório da PF sobre a operação.

A investigação contra Maranhãozinho foi autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski. Na época, o STF também determinou que R$ 6 milhões do patrimônio de Maranhãozinho fossem bloqueados.

Na quarta-feira (6), o deputado foi algo de uma operação do Ministério Público do Maranhão. O motivo foi a suspeita de fraude em licitações R$ 160 milhões.

Depois da Operação Descalabro, outra foi aberta em maio, incluindo os outros 3 políticos. Documentos com nomes de congressistas e menções a possíveis propinas pagas pelo direcionamento de emendas.

Procurado pelo Estadão, o deputado Maranhãozinho não se manifestou sobre a investigação contra ele.

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